Solas na mesa

Sabem aqueles momentos em que dá vontade de pôr os pés em cima da mesa e largar o que se está a fazer ou no que se está a pensar por uns minutos?... é para o que servirá este blog, tanto para os visitantes como para o seu autor. Até Já!

segunda-feira, outubro 09, 2006

140 anos depois



hoje recebi o texto acima por email... incrível como passados 140 anos, o retrato traçado por Eça de Queiroz ainda é tão actual... uma lástima!
Até quando?

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8 Comments:

Blogger photo-effe said...

solo 140 anni, non potevano aspettare ancora!
saludos

9 de outubro de 2006 às 14:27:00 GMT-4  
Anonymous Gisela said...

Fiquei surpreendida quando acabei o texto e li Eça de Queiroz. De facto demasiado actual esta reflexão. Faz-me pensar que não saimos da cepa torta, que estamos condenádos a esta qualidade mediocre ad eternum. É o que temos. Os bons fogem, porque não se querem corromper. Perpectua-se os que são feitos da mesma matéria.

9 de outubro de 2006 às 14:56:00 GMT-4  
Blogger Hugo Rosário said...

Deixa-me que discorde contigo.Não sei como era naquele tempo, mas sei que hoje é facil criticar, mas poucos querem participar ou simplesmente, conhecer que dirige o pais, o seu concelho ou a sua junta de freguesia...
ha politicos pessimos, é verdade. assim como ha advogados pessimos, medicos pessimos e informaticos pessimos...O policos estão é muito mais expostos....

abr

9 de outubro de 2006 às 18:14:00 GMT-4  
Blogger Hugo Rosário said...

Deixa-me que discorde contigo.Não sei como era naquele tempo, mas sei que hoje é facil criticar, mas poucos querem participar ou simplesmente, conhecer que dirige o pais, o seu concelho ou a sua junta de freguesia...
ha politicos pessimos, é verdade. assim como ha advogados pessimos, medicos pessimos e informaticos pessimos...O policos estão é muito mais expostos....

abr

9 de outubro de 2006 às 18:15:00 GMT-4  
Blogger Pedro said...

Não, não é um quadro actual, porque o actual, estou convicto disto, é bem pior. Naquela altura pelo menos tínhamos o consolo de ser contemporâneos de personagens como o Eça. Hoje os colunistas são, na sua maioria, uma cambada de encomiastas.

9 de outubro de 2006 às 18:34:00 GMT-4  
Blogger solas_na_mesa said...

primeira correcção : Não há informáticos péssimos, existem é pequenos contratempos :))

acho que de facto, a grande maioria dos nossos governantes são corruptos, incompetentes e sem qq espírito de missão. Mas sinceramente o que mais me chateia é o laxismo da população (de todos nós) que prefere assobiar para o lado em alternativa de arregaçar as mangas. Quanto uma pessoa como a Fatima Felgueiras ganha umas eleições, está tudo dito. "Cada povo tem os políticos que merece".

Quanto a colunistas, são na sua maioria taxistas. Fazem fretes na expectativa de colher algo mais tarde. Ando sinceramente desiludido com os nossos jornais de referência. Aconselho a leitura do Courrier Internacional à sexta-feira. Comparem com os jornais diários....

10 de outubro de 2006 às 05:43:00 GMT-4  
Blogger Funes, o memorioso said...

Hugo do Rosário não tem razão.
Só excepcionalmente aparece um político com um mínimo de competência. E isto, porque os políticos são mal pagos. Logo, salvo o caso de meia dúzia de ricalhaços que não precisam de trabalhar para viver, só fica na política quem, pela sua excepcional incompetência, não consegue arranjar um meio alternativo de sobrevivência.
Quanto à actualidade de Eça não me surpreende. Afinal, Eça viveu apenas há cento e poucos anos. Se Lermos Fernão Mendes Pinto, p. ex., também já lá está tudo. Só que com mais 400 anos.
É por isso que os salvadores da Pátria (de Cavaco a Carrapatoso), em vez de andar por aí a pregar a necessidade de mudança de mentalidades (as mentalidades não mudam) empegrariam muito melhor o tempo se se concentrassem a investigar o que é que se pode fazer com a imutável mentalidade que temos e a descobrir as suas vantagens competitivas. Porque a nossa mentalidade também as tem.

10 de outubro de 2006 às 14:20:00 GMT-4  
Anonymous Anónimo said...

Todos sabemos que o poder corrompe.

Nunca vi ninguém na nossa política, e nas outras, que não fosse corrompido.
Isso basta para definir a coisa penso eu.

11 de outubro de 2006 às 13:21:00 GMT-4  

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